sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Lista de coisas belas e outras maravilhas



da beleza que é feita de ar...



de cor...


...e do mar



e de sons...


e de integração e mutação e do que é breve


e de outras maravilhas, além daqui.

Hubble Telescope Image




Hoje é um bom dia para mudar o mundo

Vou mudar o mundo
Vou mudar o mundo
Vou mudar o mundo

Vou escolher outras cores pro mundo
Vou arrancar os papéis e rasgar
Vou queimar, vou mudar
Vou mudar o mundo hoje

Hoje eu vou dar banho no mar
Hoje eu vou limpar a caixa d'água no céu
Hoje eu vou voar com uma gaivota

Vou cancelar compromissos que não existem
Vou desmanchar aquele vestido velho

Vou refazer uma música
Vou olhar pra cima
/ e para um lado e para o outro
Vou me olhar no espelho e escrever nele

"Eu vou mudar
Eu vou mudar!"

Vou deitar na grama onde não pode pisar
Vou ficar acordada, sonhando que posso sim mudar o mundo
E é verdade!

Hoje eu posso mudar o mundo!

Porque hoje é um bom dia para mudar o mundo... [...]

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Acho que é só TPM...

Vai passar!

Vai sangrar, vai parar de sangrar e isso vai passar!

domingo, 24 de outubro de 2010

doendo à seco



Um silêncio de verdade

Que agora me acalma, não mais incomoda

Uma dor no peito, uma placa de dor consistente

Um sentimento pesado e leve

A dor que pesa e a falta de palavras que levita ao meu redor

O momento de me encontrar e de me perceber

O tamanho das coisas vistas daqui de onde estou

Não mais o barulho de um lamento

Não mais a lágrima raivosa

Choro porque sinto tudo isso

Chôro que me faz crescer

Sinto a brisa

Sinto o mundo lá fora

Sinto o ritmo do que está fora em acorde com o tempo lento vibrando nas paredes da minha casa

Estou acordada

E estou desmaiada


Ainda tem em mim um pouco da vontade de que me procure e de que me capture

Vou tentar não me encantar por esse pensamento da espera daquilo que pode não vir


Tudo isso me fez chegar até aqui

E isso me serve, assim como me serve essa ausência


Aquela que sou continua me esperando no lugar marcado

Ela já havia me convidado muitas vezes

Agora estou chegando

E não quero agora me distrair disso

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sob efeito ondulatório do contentamento da menina

http://pt.wikipedia.org/wiki/Luz

Não preciso mesmo de muita coisa...

Estou em São João del-Rei, cidade em que nasci, mas que morei por aproximadamente 10 anos, entre idas e vindas ao Serro, outra cidade do interior de Minas Gerais. Hoje moro no Rio por aproximadamente 3 anos.

Vim para cá afim de me encontrar com minha avó que está internada e estou aproveitando para me encontrar ou me reencontrar também, de uma maneira diferente agora. Embora não estivesse fazendo isso conscientemente até então, eu procurei essa noite conversar um pouco com minha mãe sobre coisas que eu achava não ter conversado antes, apesar de que ela me disse que estava tendo uma sensação de que fiz as mesmas perguntas à ela há alguns anos atrás.

Eu a inquiri sobre a minha infância. Quis saber como eu era, meu comportamento, os momentos que tive... E ela me disse algo que eu nunca imaginava.

Eu sempre achei que fosse uma criança quieta, recatada e por vezes até mesmo um tanto quanto triste. Nada disso! Ela me disse que eu era exatamente o contrário, muito comunicativa, carinhosa, me dava bem com todo mundo e sempre criativa! Eu era feliz e a única coisa que me deixava preocupada, já com 2 anos de idade, era a minha irmã mais velha, Marina. Qualquer problema que ela apresentasse eu me sensibilizava, se ela chorava eu imediatamente ia ao encontro dela e pedia para não chorar mais e ficava ao seu lado até passar. Minha mãe também me disse que a Marina teve que atrasar 2 anos na escola para ficar na mesma turma que eu, tudo porque eu não a deixava estudar direito, porque queria estar na mesma sala que ela. Estudávamos na mesma escola e eu fugia da minha sala para ir para a da minha irmã. Disso eu me lembro!

Minha mãe também me revelou que no meu aniversário de 2 anos, minha avó Clara, essa que está internada, fez uma festa linda pra mim e cuja as fotos eu colei na parede do meu quarto de tanto que gosto de olhar para elas, tentando me recordar desse momento bom da infância e da
Palominha. Ela me disse que quase ninguém foi, que só tinham 3 crianças além de mim e da minha irmã. Disse também que minha avó paterna, a vó Irene, ficou desapontadíssima, pois os convidados não levaram presentes e que a casa estava tão vazia que eu ficava passeando de velotrol livremente pela sala. Eu perguntei à minha mãe se eu estava triste por isso, por não ter ganhado presentes e não ter ido quase ninguém à minha festa e a resposta veio com a supresa (minha) de que eu não estava nem aí para isso, que estava feliz da vida andando no meu brinquedo e me divertindo com os amiguinhos que estavam lá e minha irmã. Eu fiquei espantada por me sentir amada mesmo assim e isso me deixou feliz. Fiquei feliz em saber que era uma criança simples, que me satisfazia com o que não era tanto, um pouco diferente do que foi pelo resto da minha vida (da parte que me recordo) até agora.

Mamãe chegou a me dar uma jóia dela para que eu ficasse contente e me disse que achava que a felicidade que ela me proporcionava nunca era suficiente para me deixar feliz e que não só ela, mas minhas avós também pensavam assim e, pelo visto, era exatamente o contrário, eu era feliz e não sabia (mesmo), como a canção. Eu achei engraçado a história da jóia, dada à uma criança de 2 anos, que não poderia entender o valor daquilo e eu não era nenhuma princesa! Mas também me senti uma ao saber hoje que minha mãe me deu esse objeto de tamanho valor e principalmente pelo gesto, mais valioso ainda. E eu era mesmo tratada como uma pequenina monarca.

Perguntei o que aconteceu com a jóia e se foi essa que eu havia perdido na escola. Mamãe me disse que achava que eu a tivesse perdido sim, 2 anos depois, mas que a encontrou guardada num potinho de danoninho dentro da minha merendeira. Eu achei até engraçado dela estar em minha posse por mais 2 anos, seja porque eu não a perdi até lá ou porque minha mãe pudesse de repente ter se arrependido de ter me dado algo de tanto valor, considerando que era ainda tão pequenina. Não sei que jóia é essa, nem se ela ainda existe ou talvez esteja penhorada. Sei que é preciosa a história e o carinho da minha família, assim como é belo eu saber um pouco que a Palominha era tão especial e que era eu lá atrás e que sou essencialmente assim, uma pessoa comunicativa, carinhosa, brincalhona, livre, que se importa com os outros, que ama sinceramente... Agora, o que mais me deixou contente foi saber que eu conseguia ser feliz com coisas tão simples, que eu não me atinha tanto à coisas sem importância mesmo, porque esse fato me mostrou como eu venho dando importância à coisas que realmente não merecem, simplesmente porque não têm.

Eu pude perceber verdadeiramente por esses instantes de conversa e com esse encontro à menina que fui, que a felicidade cabe mais na presença que no presente, no sentido que é possível ser feliz com quem está aqui ao meu lado, porque eu estou com eles também e não precisam me dar nada além da companhia; que eu posso sim me sentir presenteada com todos ao meu redor sem ficar sempre à espera de que me dêem algo para provar de que estão aqui, ou por aqui, ao meu lado.

Só tentando explicar melhor o que eu senti e estou sentindo...

Foi como um presente ganho depois de 27 anos passados daquela data, um presente recebido por todos aqueles (materiais) que não vieram no meu aniversário de 2 anos e que já não os teria mais e nem ao menos saberia dizer quantos nem quais, nem quem os me deu. Ao contrário, esse presente que ganhei essa noite, saber disso e da minha felicidade nesse dia de aniversário, me deixou tão feliz! Saber a menina que fui e que agora, talvez pela primeira vez, estou conscientemente sendo mais uma vez. Ou seja, foi o presente ganho duas vezes, porque eu entendi essa felicidade da criança que não sentiu falta alguma de mais do que aquilo que já estava tendo naquele momento, então, só consertando o que disse no início do parágrafo, não foi receber pelo o que não recebi, foi sim ganhar mais uma vez o que eu já tinha e o que eu tenho, foi reconhecer que sou esse alguém, um ser feliz e que eu sempre terei a mim!

E assim, como a difração da luz, essas informações todas passaram pelo meu coração essa noite e hoje irradiam em ondam livres e coloridas por todo a minha alma e agora são divididas com os que chegaram até essa linha dessa postagem e leram um pouco sobre esse encontro comigo menina.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

é melhor mais vazio ou menos cheio?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

um lugar aqui

Luna Lovegood Scamander's x-ray eyes



O que é aquela estrela agora?
Se não me importo, o que me resta?
Eu volto e continuo voltando.

Existe um lugar aqui dentro que me protege.
Nesse lugar há uma janela mais aberta
onde eu posso olhar mais de perto.
Cuja paisagem está lá e cá
e me define melhor.

Existe um lugar que me protege.
Tem esse lugar aqui dentro.

Aquela estrela pode me dizer tanto!
E se eu me esquecer do abrigo
eu não vou me importar mais.
E aí, o que resta de mim?
O que restará de mim?

Quando um pássaro canta,
quando um vento convida,
quando eu me empenho a ficar,
eu volto à esse lugar.

Mas se eu deixo passar e confio
há algo em mim que sabe e eu sei
o espaço está lá.
E é aqui.

A porta está aberta pra mim.
A janela me espera.
Eu posso mais uma vez espiar
o que me define
e o que eu quis, sempre quis buscar.

domingo, 22 de agosto de 2010

até

Até o último ponto da linha
Até a última gota do copo
Até o último suspiro
Até ser saciada

Até o último dia de inverno
Até o próximo encontro!

Até quando não aguento
Até quanto aguentar

Até amanhã!
Até lá!

Até que vale!
Até que dá!

Até que sei que sei como
Até onde
Até sim e até não
Até não sei

Até vou
vou até
Até o ponto
Até o último ponto da linha

até a ponta da linha final no ponto até, final da última linha da ponta do até. última ponte do ponto da linha, da ponta, até da última ponta, até final, até a ponta final e última. Até a ponta. Até a última linha.

até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha até o último ponto da linha.

Pelos 4 meses, ele e ela



Ele desenha
Enquanto ela se encanta
Enquanto ele pinta a tela
Ela canta

E no canto dela ele cabe
E ele sabe
Ele sabe!
Que é dele que ela gosta

Tudo o que ele é
Tudo o que ele faz
Tudo o que dele vem, é bem
Faz ela se sentir bem

Ele deixa livre todos os traços
E ela é feliz
Ao vê-lo dar seus passos
Riscar suas curvas no papel
E olhar com ele um céu
que é diferente agora

Ela sabe
Ela já sabe
do que ele gosta

E um dois
descobrem juntos
Ele e ela querem ser felizes

Ele cabe no canto dela
E ela agora só quer estar na tela dele

quarta-feira, 30 de junho de 2010

além do que...

Estou comigo agora
Num encontro agora
E agora isso me assusta ainda

Sei que não posso contar sempre e tanto
com a sua ajuda

Além
Do que
Estamos assim
Cada um pra si
E por nós um Poder Maior
Que só pode ele
E que não maltrata

O desencontro
estabelece
o achar-se só
só que vou seguir mais
crescer mais
melhorar
vai passar

Além
do quê mesmo
estou disposta agora?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

it's all about make-up

tira o batom pra fechar o zíper do vestido
e passa ele mais uma vez na boca
descasca uma pêra
e toma mais um pouco de mel

se arruma no salto
se atrapalha no alto
tamanha liberdade
que cansa a pele
e os cabelos

it's all about make-up

entra no banho de máscara
casa com o gato
sua banda é seu papagaio
bubblegummer é o nome dele
avon é o nome dela
da banda, da banda

it's all about make-up
it's all about make-up

não gosta de vento
não gosta de transpirar
não gosta de academia
mas adora dançar descalça
pelada
sem nada
sem batom
sem tom
sem som
sem se maquiar

porque...

it's all about make-up
it's all about make-up

and that's all!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

e no dia do aniversário, versar!


29 anos hoje!








Hoje quero falar do que me traz os delicados prazeres, na mais profunda felicidade que está em momentos tão breves e definitivamente eternos pra mim. Esses momentos são aqueles que me reencontro com o sentimento mais puro e inocente, quando eu me sinto novamente aquela criança, mesmo que isso seja inconsciente, aliás, justamente por sê-lo é que faz desse instante de felicidade eterno e absolutamente genuíno.

quando criança...

  • gostava de dedicar um tempo à distância que me aproximava da verdadeira observação, aquela que me integrava a cada pedaço, a cada frame de imagem que o meus olhos pudessem captar, ou não, à tudo aquilo que marcava em todos os sentidos da carne e sobretudo e principalmente às sutis percepções do espírito. Captando a criação, desconfigurando os pensamentos, vivendo em sentimento e encontrando o Criador.

  • quando nada passa despercebido e se sorri ao ar e se suspira em gratidão ao que é fresco e renovado, ao que pode ser de novo novo, ao que se revive e vive como da primeira vez que fosse aquela sensação pura de ser uma, de ser um espírito-Deus.

  • é na hora que eu me presenteio de mim mesma e isso me basta, por hora isso me satisfaz, ao meu espírito que é tão cansado, que na maior parte do tempo se desgasta de tanta, de tanta civilização. E os outros participam nessa hora, quando eu me mantenho em total amorosidade com qualquer um que venha, que esteja distante o suficiente para assim poder estar em mim.
Quando criança... sou a que deixa, sou a que permito, a que realiza e se revela em sonho, a que brinca e vai se "versariando" a cada dia.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

que mal há em errar se eu erro sempre os erros certos? pois é errando que me encaminho sempre ao que pode ser mais acertado dessa vez. porque errar, além de ser iniciado por um ato de muita coragem, é o que eu faço sempre na tentativa de acertar. afinal não fosse pelo primeiro passo que se dá na tentativa natural e instintiva de ficar de pé e caminhar, eu não estaria agora, nesse momento podendo me movimentar. e se não foi dessa vez, paciência, terá sempre alguma outra situação comumente imediata na vida que me levará a tentar mais uma vez, então não se trata nem de erros e acertos, mas de buscas, buscar o ritmo, a medida, a maneira, a pessoa, o tempero, o gesto, o espaço que mais me deixará confortável.

E mais uma vez se trata somente do meu bem-estar aqui, viva e presente e de como eu aproveito os tropeços ou como eu levanto dessa vez, se é que o passo em falso me leva ao chão! Improvisar é a questão!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

escafandrista da minha própria alma.

mudando a pele, ainda em fase de pupa ou ainda ninfa / borboletear amanhã com as minhas cores, com as minhas asas e ser breve como a própria borboleta, para novamente morrer e renascer com outras cores, novas, asas maiores ou alcançar voôs mais altos, como Fernão Capelo, mesmo que isso contrarie as convenções do que seja a minha natureza. /
Arriscar, mas para isso sentir o que está acontecendo comigo nesse exato momento e no momento estou vivendo o luto, luto daquele que morreu, morreu de verdade, que não mais voltará, que não está mais aqui comigo, dividindo a cama, o espaço, anunciando sua chegada com seu som, seu cheiro, seus movimentos que chamavam tanto a atenção da sala, da casa, do quarto, do nosso quarto. / Agora o luto é de mim mesma também, daquela que fui para ele e com ele, daquela que se difere da que estou conhecendo agora, sem a presença dele e sem a minha própria, embora mais comigo do que nunca estive, mas é outra Paloma que me acompanha agora, que me chama atenção, em outro ambiente / porque ela ao entrar na sala, no quarto, nos lugares comigo, chega ainda sorrateira, porém firme, ainda descuidada, insegura, estranhando aqueles olhares que se acostumaram a vê-la com ele ou que sabiam que ela era a dele, / estávamos tão ligados assim, que só agora eu percebo a continuidade que tínhamos um com o outro, um no outro um na vida do outro, esse casamento.

e os olhares que me viram ali ao lado dele e o olhar que eu mesma tinha é outro e isso também é estranho ainda / não sei bem qual desvio de olhar posso dar ou qual direção buscar. o que sou eu nesse momento e toda a afirmação que faço dessa nova mulher agora / o q me mostro, o q busco ou encontro é também o q me surpreende após a postura que tomo no mundo. / o que eu quero e o que eu não quero e o que venho respeitando - a Paloma e aos mais íntimos desejos dela, que coloco aqui na terceira pessoa, por se tratar de uma que eu venho ainda conhecendo e conquistando, ao mesmo tempo sendo conquistada / a minha verdadeira vontade - de ser e de querer. / o que eu quero pra mim, o que eu quero de mim, as escolhas que eu faço, o que escolho dessa caixa de chocolates que me está ofertada

agora eu entendo o que o richard dizia: "life is a box of chocolates", entre outras coisas que ele queria que eu percebesse na vida, da minha vida. porque eu me preparei também com ele (ou comigo ao lado dele) para o que viria após, com aquele que foi o verdadeiro até então, o amor

agora eu percebo e se estou assim, percebendo é porque eu quis, porque eu quero, porque eu escolhi lá atrás, mesmo com tanto medo, mesmo sem saber que hoje seria isso que viveria, porque isso não tem mesmo como se saber e se fosse intencional eu não iria hoje viver a surpresa deliciosa de estar vivendo tudo isso agora e não seria tão sincero também. não foi um plano, não houve cálculo algum, foi despretensioso, foi inocente, mas foram escolhas muito íntimas e embora nada calculadas, vieram de uma sabedoria ainda oculta pra mim, da minha alma que gritava por se libertar ou para ser conhecida pela minha consciência, que fosse ao menos sentida e como eu a sinto hoje!
A dor, a dor pungente, latente, essa imersão nos mais profundos sentimentos de alma, não estacionar mais naquelas emoções do corpo e submergir naquilo que sou, no que me faz me torna agora eu mesma, para mim mesma. E após isso trazer à superfície toda a descoberta do mergulho.

terça-feira, 13 de abril de 2010

embrace



Um descanso

Um engasgo

Um abraço

Depois do gozo

Um laço

Que desfaz outro laço

E aperta num nó na garganta

Vontade de chover temporais

De verão dentro dos meus olhos

Não por ser triste

É por ser livre

Um aconchego

Um livre suspiro

O sorriso aberto e sincero

De dois

Amantes

Nesse abrir do dia

Dessa estação que se encerrou

Vontade de chover temporais

E raiar

Ensaiar o ar da borboleta

Queimei aquela que já fui

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Arrumo! Ao meu rumo!

Ao me arrumar

Pensei que seria melhor

Me despedir

Agradecer

Mas não distrair meu sonho

Transferindo uma outra coisa

Mudando assim de lugar


Passei aquele batom.

Engraçado...

O vermelho na boca já não é o tom que me serve

Pensei que seria melhor

Me despedir

Agradecer


Arrumei

Meu cabelo, que também

Não é mais o mesmo

E a maquiagem nos olhos

Borra mais agora


Pensei em despedir...

É melhor agradecer


Tenho tanto compromisso

Tenho que me esticar

E espreguiçar

Receber o dia

Que vem só pra mim dessa vez


Um presente.

Pensei...

Agradeço

Ao me despedir de você

sexta-feira, 26 de março de 2010

UM SALTO FROUXO DE MIM

Existe uma terrível batalha da perfeição

Mas não há que ser perfeito, poxa

Isso não existe e por isso mesmo

É tudo tão maravilhoso


Não pensar que é errado

Se é feito com paixão

É só mais uma tentativa

Uma nova tentação


E o que há além de mim

Além de estar apaixonada

Sempre apaixonada?

E às vezes tem

Uma certa indisposição


Eu preciso me mover

Literalmente utilizar

Meus braços

E pernas

E necessariamente

As cadeiras


E, quer saber,

não há ninguém que compareça

A presença aqui e lá sou eu

E aqui não há passagem pra você

E de lá se despeça

Só tem mesmo

Sua própria despedida daqui

E eu não vou me manter inerte


Vou continuar

A me mover

Literalmente utilizar

Meus braços

E pernas

E necessariamente

As cadeiras


Vou saltar

Um salto

Salto

Frouxo

De mim

terça-feira, 23 de março de 2010

Pandemia da imunidade - HUMANA, DEMASIADO HUMANA - aff!

"Nos indivíduos, a loucura é algo raro - mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é regra." (Friedrich Nietzsche)

"Ninguém mais morre hoje de verdades mortais, há antídotos em demasia". (Humano, demasiado humano - Friedrich Nietzsche)



























O que tem ocorrido é que tenho feito confidentes e companheiros instantâneos de papos os motoristas dos taxis que eu tenho pegado.

O que é bastante interessante é que nos olhamos eventualmente pelo retrovisor e quase nunca nos vemos cara a cara, a não ser na hora de pagar a corrida quando alguns deles se viram pra dar o troco, após acender a luz interna do carro e daí nos vimos, mas de maneira muito rápida e não há também necessariamente a curiosidade de conhecer o rosto daquele homem (até agora nenhuma taxista) que ficou o tempo de uma corrida partilhando coisas às vezes muito íntimas de sua vida. E normalmente eu escuto mais do que falo.

Hoje o motorista que me trouxe até minha casa é um cara altamente vacinado; literalmente vacinado. Ele me contou que já tomou todas as vacinas que possam existir, até mesmo aquelas importadas, pois ele detinha também desses dados todos, das que vêm dos EUA, por exemplo (mas não viriam mesmo todas elas de lá? Bom, não sei mesmo... eu até tenho uma amiga que tem uma teoria, da mais pura teoria da conspiração mundial, que os EUA distribuem essas vacinas para implantar chips na sociedade e nos controlar. É possível, segundo o Agente Fox Mulder, não é Tali?).

Esse senhor me disse que fez uma vez um treinamento de sobrevivência, quando servia no exército e teve que tomar 16 vacinas! Fiquei me questionando se o verdadeiro treinamento de sobrevivência foi mesmo na selva.

No início desse papo imunizado ele tava me contando a revolta dele, após ter assistido a uma entrevista do Ministro da Saúde no programa da Gabi, por não poder ser vacinado até daqui há oito anos, quando terá o direito de tomar sua dose contra a Influenza A ou a Gripe Suína. É que o Ministro da Saúde disse em sua entrevista que não há quantidade de vacina suficiente para toda a população e que por isso algumas pessoas não terão esse privilégio (ou seria direito...? bom, não sei também) de receber sua injeçãozinha abençoada pela secretaria de saúde ou pelo Tio Sam, porque afinal é ele o grande bom velhinho farmacêutico daqueles que se encontram sob o pânico da doença sempre iminente, seja do porquinho, seja de um vírus de origem não tão carismática assim, que convenhamos, a imagem simpática do porquinho deu o que falar e vender, né? Então, esse senhor taxista é um desses pobres coitados. Eu sinceramente não absorvi muito bem a notícia a respeito do programa de vacinação, não tô nenhum pouco por dentro dela e nem tô afim de me vacinar no google contra qualquer equívoco de informação que possa por ventura cometer aqui nessa livre narração, até mesmo porque esse blog não tem como pretensão informar, noticiar nada, além de tão-só colocar aqui minhas observações sobre o que vejo e percebo nas minhas corridas de taxi, caminhadas, viajadas etc e tal.

Esse senhor motorista disse que se doar seu sangue, a pessoa que recebê-lo estará sendo brindada com uma riqueza sem igual de imunidade, o que já lhe salvaria do transtorno de ficar tempos numa fila de um posto de saúde pra receber aquela irritante picada da agulha. Que ótimo! Talvez isso deixa esse doador, em pleno gozo de sua cidadania, mais feliz, o deixa ainda satisfeito por dar a sua contribuição deveras moral àquele que possa não ser tão privilegiado assim.

Agora, a pergunta que não quer calar em mim desde que recebi meu troco e me despedi do senhor taxista super vacinado e muito simpático:

- Será que ninguém nunca pensou em questionar porque não há algum tipo de vacina contra a mediocridade humana... ou não será essa talvez menos indolor?

E, por favor, me entendam, eu não sou contra a vacina, só não sou a favor da pandemia mais real e danosa, aquela que está situada num nível mais psicológico, aquela que leva a humanidade ao estado de cretinismo absoluto.

É, acho que me expus à um alto nível de contágio com esse papo no taxi. De repente me senti contaminada por esse pensamento hoje e talvez hoje esse senhor taxista tenha me doado, não seu sangue vacinado, mas sua teoria bastante tóxica pra mim no momento, cujo o antídoto eu tomo agora com essa verborreia filosófica.


quinta-feira, 18 de março de 2010

chega de falar em parâmetros

chega de falar

em parâmetros

e quem, quem está aqui comigo agora, com a gente?


onde é que fica o meu, o seu?

certo e errado, não há!

ademais, se não sente nada, não tem que ficar tentando nada

nem tente se explicar



só eu e minha história

mora

reside sempre, infinita


e não me justifique tanto assim

não me olhe como dele

eu não sou dele! sou minha, sou eu agora, não vê?


e na veia é tanta sede...

é vontade regando a vontade

cabimento de vez

não carece esperar


não espere tanto

e largue tanto medo

pode não acontecer mais uma vez

pode não haver mais querer

posso querer não mais ficar

Lugares onde eu passeio

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